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Série Faith Heroes: João Calvino

Calvino (João), um dos principais líderes da Reforma (Noyon, Picardia, 1509 - Genebra, 1564). Dotado de grande inteligência, além de ter sido excelente orador e autor de muitos livros e de vasta correspondência, tinha também excepcional capacidade de organização e administração. Essas características fizeram com que Calvino se destacasse como figura dominante da Reforma. Exerceu influência especialmente na Suíça, Inglaterra, Escócia e América do Norte.

Sua Vida
Calvino nasceu em Noyon, na França, perto de Compiègne. Seu pai foi advogado da Igreja Católica. Calvino foi educado em Paris, Orleães e Bourges. Após a morte do pai em 1531, Calvino estudou latim e grego na universidade de Paris. Sua educação reflete a influência do liberalismo e do humanismo do Renascimento. Ao contrário de vários líderes da Reforma, Calvino provavelmente nunca foi ordenado padre.

Aproximadamente em 1533 Calvino se declarou protestante. Em 1534, deixou a França e estabeleceu-se em Basiléia, na Suíça. Nessa cidade publicou a primeira edição de seu livro Instituição da religião cristã (1536). Este livro provocou imediata admiração por Calvino. Durante sua vida ele alterou a obra, aumentando-a. O livro apresenta as idéias básicas de Calvino sobre religião.

Em 1536, Calvino foi convencido a liderar o primeiro grupo de pastores protestantes de Genebra. Em 1538 os líderes de Genebra reagiram contra as rígidas doutrinas dos pastores protestantes; Calvino e vários outros clérigos foram banidos. No mesmo ano, Calvino tornou-se pastor de uma igreja protestante de refugiados franceses em Estrasburgo, na Alemanha. Foi profundamente influenciado pelos antigos líderes protestantes alemães de Estrasburgo, especialmente Martinho Bucer. Calvino adaptou as idéias de Bucer sobre o governo da Igreja e o culto.

Ao mesmo tempo, Genebra ressentia-se de falta de liderança política e religiosa. O conselho da cidade de Genebra pediu a Calvino que voltasse, o que ele fez em 1541. A partir dessa época até sua morte, Calvino foi a personalidade dominante em Genebra, embora fosse apenas um pastor.

Calvinismo
Desde que surgiu em 1517, a Reforma provocou a oposição religiosa e política da Igreja e dos governantes civis. Em torno de 1546, muitos protestantes na Alemanha, Suíça e França insistiam em que o povo - e não apenas os reis e bispos - deveria participar das decisões políticas e religiosas. Essa idéia influenciou Calvino e seus seguidores na França, Inglaterra, Escócia e Países Baixos. Os adeptos franceses de Calvino foram chamados de huguenotes. Os protestantes ingleses que ele influenciou receberam o nome de puritanos.

Os calvinistas desenvolveram teorias políticas que defendiam o governo constitucional e representativo, o direito do povo de mudar o governo e a separação entre o governo civil e o governo da Igreja. Os calvinistas do séc. XVI queriam que essas idéias fossem aplicadas somente à aristocracia, mas durante o séc. XVII surgiram conceitos mais democráticos, especialmente na Inglaterra e, mais tarde, na América do Norte colonial.

Calvino concordava com outros líderes da Reforma quanto a algumas teorias religiosas básicas, como a da superioridade da fé sobre a prática do bem, a de que a Bíblia é a base de todos os ensinamentos cristãos e a do sacerdócio universal de todos os fiéis. De acordo com o conceito do sacerdócio universal, todos os fiéis eram considerados sacerdotes. A Igreja Católica Romana, por outro lado, fazia distinção entre padres e leigos, além de dividir os primeiros em várias categorias.

Uma das idéias de Calvino era a de que os homens só eram salvos pela graça de Deus e, além disso, apenas os chamados eleitos seriam salvos. No entanto, não se sabia quais eram os eleitos. Calvino aprofundou a idéia de que o cristianismo se destinava a reformar toda a sociedade. Para promover essa reforma, Calvino falou e escreveu sobre política, problemas sociais e relações internacionais como sendo parte da responsabilidade cristã. Muitas idéias de Calvino eram controversas, mas nenhum outro reformador fez tanto para obrigar as pessoas a pensar sobre a ética social e cristã. A partir dessa preocupação ética e das idéias de Bucer, Calvino desenvolveu a Igreja que atualmente é chamada de presbiteriana. Calvino organizou o governo da Igreja de forma diferente do governo civil, de maneira que um corpo organizado de homens da Igreja pudesse trabalhar visando à reforma social. Foi o primeiro líder protestante da Europa a conseguir independência parcial da Igreja em relação ao Estado.

Resumo
Outra figura importante para a Reforma protestante foi o teólogo e jurista João Calvino, que nasceu em Noyon, França, em 10 de julho de 1509, e morreu em Genebra a 27 de maio de 1564. Seu pai, filho de uma família de artesãos, chegou a ser secretário do bispado de Noyon, o que lhe valeu a amizade de pessoas da alta sociedade, com as quais Calvino teve excelentes relações.
Em agosto de 1523, Calvino ingressou na universidade de Paris, onde estudou latim, filosofia e dialética. O pai o havia destinado à teologia; mas depois de uma questão com o capítulo da Catedral de Noyon, em 1527, resolveu que Calvino estudaria Direito. Com esse fim vai para Órleans, depois para Bourges, onde estuda grego. Formou-se em Direito, mas, com a morte do pai, vai para o Collège de France, fundado pelo rei Francisco I em 1530.

Quando, por volta de 1534, Calvino começou a se preocupar com os problemas religiosos na França, já havia adeptos de uma reforma dentro da própria igreja, tanto da parte dos luteranos como dos humanistas, que eram muito importantes na França.

Obrigado a refugiar-se por causa do que pregava, Calvino foi convidado a morar na cidade de Genebra, na Suíça. Lá implantou as Ordenanças Eclesiásticas, leis rígidas e intolerantes baseadas na sua crença.

Organizou a Igreja Calvinista em termos de fiéis, pastores e um conselho de anciãos. Suas idéias difundiram-se com rapidez: Teodoro de Beza, que dirigia em Genebra a Academia Teológica, levou-as para Gênova, na Itália. Logo alcançaram também a França. a Holanda, a Inglaterra (onde o calvinismo se chamou puritanismo) e a Escócia (introduzido por João Knox).

Fonte; Internet

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito massa! Gosto muito de ler as coisas aki!

Danusa disse...

Oie!!! Muito bom este resumo!!!

Vou usá-lo com meus alunos na aula de História!!!

Abraços!